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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Oh Happy Day...

Um dia bom já começa com noites insones ninadas por um bebê que recentemente descobriu a potência de seus pulmões e o poder altamente convincente de um choro em alto volume. Passa por um café da manhã onde você se pega segurando um balde de café suspenso na sua frente por trinta minutos sem se dar conta.

Segue com uma doída picada de formiga em lugar inapropriado e continua com o aparelhinho de depilar engolindo a carninha fofa daquela parte um pouco acima de trás do joelho.

Após o almoço sua casa é invadida por crianças e você não pode ir ao socorro de sua amada Nina (que lhe suplica colo e refúgio) porque está atrasada para a avaliação na academia (que vem a lhe apresentar cada mínimo músculo que até então você desconhecia).

Contudo, antes de sofrer nas mãos do sádico que se nomeia instrutor, cabe ainda bater no carro do vizinho enquanto dava ré pra sair de casa, mesmo com o apito histérico do carro avisando do obstaculo atrás. É que a esse ponto o bip-bip-biiiiiip se uniu ao zunido constante na sua cabeça numa louca sinfonia que não se escuta mais nada além desse pulsar atrás das orelhas.

Quando falavam que noites insones na compania de um irritadiço serzinho levavam a loucura, eu ri. Só que agora estou feliz por não ter um microondas,

domingo, 22 de junho de 2014

O chinês e a capa de chuva

Saí domingo, sabia que ia chover mas não queria carregar minha sombrinha gigante prá lá e prá cá (vai que não chove), por isso peguei minha capinha de chuva recém encontrada (tantas lembranças), dessas que a gente usa pra ir nas Cataratas, a transparente, sabe?

Meio da missão, tcharam! Cai o mundo e eu faceira ponho minha capa. Convenhamos que ficar seca do joelho pra baixo era impossível mesmo com um guarda sol, mas pensei que minha bota a prova d'agua fosse segurar a parada (puééen).  No mais estava bem feliz com o resultado até prestar atenção ao me redor.

Sério... Chineses me olhavam como se eu fosse de Marte (alou? Quem é que vai de pijamas no mercado???). Não entendi mas nos dez blocos entre onde eu estava e o ponto de onibus eles chegavam a esquecer da chuva pra me olhar.

No ônibus emagreci uns dois quilos... Vai entender...

sábado, 21 de junho de 2014

Asas

Dia desses, folheando meu diário (aquele caderno que guarda os segredos pesados demais para serem postados aqui) achei essa poesia. Escrevi há tempos, mas certas coisas nunca mudam.

Certo dia ganhei asas e aprendi a voar,
Fui cada vez mais alto, cada vez mais longe
Até que um dia, enquanto planava pelo infinito
Arrancaram minhas asas e eu caí.
Machucou tanto!
Mas o que dói mais é não poder voltar a voar.

Falta um pouco de coesão, eu sei... mas achei bonitinho!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Craiglist

É fato. Minha passagem de volta está marcada para 18 de dezembro. Ai que depressão! Confesso que queria ficar aqui (a toa na vida), mas o que mais pega mesmo é a responsabilidade de me manter sozinha no próximo ano (sem papai, sem marido...). Hora de morfar crescer. Demorou, né?

Por outro lado, pelos exatos mesmos motivos, estou super ansiosa. Desbravar cidades sempre foi comigo mesmo. E dessa vez parece que eu vou (coro de Aleluia ao fundo) mesmo para minha tão desejada Curitiba (nossa, como eu tentei mudar pra essa cidade!). Pode ser que quebre a cara... mas, a passagem por lá é temporária, Poderia escolher qualquer outra cidade no Brasil, mas Curita é questão de honra, do tipo vim-vi-e-venci, sabe?

Coloquei todo o meu orgulho de lado (e isso deu um trabalhão porque ele é enorme) e na maior cara de pau saí mandando mensagem de socorro via Facebook. Fiquei tão feliz quando recebi as respostas (#carênciamodeon), me encheu de esperanças. Quem sabe?

Bem, com isso estou pondo toda a minha (escassa) mobília a venda no Craiglist. Nunca usei isso antes, é tipo um Mercado Livre, só que mais ágil (me parece). Assisti um documentário onde o carinha viveu 30 dias via Craiglist, sem um tostão no bolso e viajou meio Estados-Unidos. Espero que funcione.

Algumas coisas estou tendo mesmo que praticar o desapego (outras são da categoria vai com Deus!), como a mesa de jantar da Malásia, o espelho e alguns itens de decoração. Mas o que corta mesmo meu coração são os utensílios de cozinha... apego total às minhas panelas!!!

Ainda tenho esperanças de enfiar tudo na mala... mas oi? Só tenho direito a 60 kg, e para vir prá cá já trouxe bem uns 130 kg (não me condenem, o plano inicial era ficar três anos aqui!), fora as comprinhas...

Pensa, pensa... aceito sugestões (oi, eco??? alou? #foreveralone!)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A História da Jabirosca


Adoro Natal! Sério! Encaro cada presente como uma missão. O objetivo é acertar o alvo, independente do preço (por óbvio, se puder economizar um pouquinho não vou achar ruim). Com isso transformo o fim de ano numa verdadeira maratona e me divirto com isso.

Claro que sempre fico naquela expectativa do que eu vou receber em troca. Por favor, não me entenda mal. Não faço isso pensando nos presentes que eu vou ganhar, mas vejo tais presentes como sinônimo de quão bem a pessoa me conhece (ou se importa). E que fique claro que o valor é sumariamente desconsiderado.

Preciso ainda contar que my dear é do tipo que acredita que Natal (Dia dos Namorados e similares) é apenas uma data inventada pelo capitalismo para movimentar o comércio e fazer com que as pessoas gastem dinheiro num falso sentimento de união blá, blá, blá, whiskas sache, ZZzzzzRóinc!

Isto posto, Natal passado foi nossa primeira data importante juntos, e lá estava ele cercado pela minha família, espremidos na sala ocupada pelo pinheirinho e vários pacotes.

Pouco antes disso ele acompanhou minhas aventuras pelo shopping, então mais ou menos já sabia o que iria enfrentar naquela noite. Assim, esperto que só ele, armou-se de vários recortes de papel onde estavam meus fictícios presentes, com a excelente desculpa que não fazia sentido trazê-los, pois precisaríamos de todo o espaço disponível na bagagem para a viagem de volta.

Foi assim que ganhei o Bullet! Um carro incrível que nem nos meus sonhos mais otimistas esperei ter. Ocorre que o veículo em questão era a paixão do digníssimo, ou seja, toda vez que eu assumia o volante ele quase enfartava do meu lado.

O outro carro era a Jabirosca... molenga, instável e com uma cara de paraguaia impressionante (leia-se carros paraguaios não pessoas, ok? Olha o preconceito!!!). Em resumo, amor nível zero!

O Bullet foi embora mês passado (depressão total) e sobrou quem???? Adivinha se conseguimos vender a dita-cuja?

Agora temos a Jabirosca, cuja posse me é rara. E para minha grande tristeza descobri dia desses que a bendita foi escolhida e desejada pela antecessora (quem manda vasculhar o passado alheio. Toma!) e agora peguei um desgosto pela bicha que vou te contar...

E como tudo aqui precisa de carro pra chegar... ou encaro a monstrenga ou vou a pé, com 50 graus na cabeça. Ai que saudades do Sr. Logan... ao menos era meu, escolhido e pago por mim!

Ai você se pergunta, e porque cargas d’água eu estou pensando no Natal?? Uai! Já não ta na hora de começar a planejar??? :D

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Gone in 60s


Vou te contar que para ser cabeção como eu tem que entrar na fila! Arranjei uma atividade temporária, cuidar da pequena (minúscula) Coco (Chanel, mereço!). Amo cachorros e me voluntariei para a tarefa. O problema é que a rotina do doguinho é muito cedo para os meus padrões e ainda, considerando que o namorido está no turno da noite nessa semana, acordar as sete da matina não tá mole.

Pois bem, hoje o carro estava no pátio, dando sopa... o sol já tava quente (sério, depois das oito da manhã fica impossível viver sem ar-condicionado por aqui) e eu atrasada... lá fomos Nina e eu na Jabirosca (história a ser contada).

Cumprida a obrigação, voltei e me atirei na cama... ainda tinha uma horinha até o echtgenoot ir para o trabalho. Tempo depois, enquanto fazia o café, lembrei do celular dentro do carro... fui lá buscar e tcharam!!!! Tranquei as portas com a chave dentro!

Ai que desespero!!! Procura no Google (amém) a solução, estuda o vídeo e lá fomos tentar abrir o carro com uma corda, cada um em uma porta. Quase uma hora depois (já a ponto de quebrar o vidro), conseguimos! \o/

Encabeçando minha lista de ano novo nos últimos dez anos: prestar mais atenção nas coisas. Um dia dá certo!

PS: para quem interessar possa, segue "vídeo inspiração".

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Do not put Feta Cheese in the white sauce


Coisas que se aprende cozinhando. Estava preparando o jantar… lindo!Tortellini de manjericão com parmesão ao molho branco. Colhi orégano fresco para dar um toque na decoração do prato, misturei a maisena no leite frio para não empelotar, fritei alho e cebola na manteiga, acrescentei noz-moscada, mozzarella, parmesão ralado, pimenta.... até que resolvi colocar o tal do Feta (que é bem gostosinho em saladas e afins). Puén, lá se foi meu molho branco (ok, mais para molho de queijo). Talhou tudo! Comemos do mesmo jeito, mas não tem foto para seção “Culinária”. 

Tal qual meu molho foi o meu dia. Lindo, perfeito, cheio de coraçõezinhos enfeitando as cercanias, vinho grátis, comidinhas (vou pedir um estágio para o Chef Steve) deliciosas, bom papo, piscininha... até que colocaram o Feta no meio. 

*** 

Nunca pensei que fosse sentir falta do Fantástico, mas é tão estranho fim de domingo sem aquela musiquinha tensa para avisar que a semana vai começar. Não me importaria de assisti-lo... não tenho compromisso amanhã mesmo (nem depois, nem depois... ô ócio!) 

domingo, 24 de junho de 2012

O Poder da Flanela


Tem dias em que tudo está uma bagunça. Você está uma bagunça. De forma que todas as coisas rodopiam ao seu redor e você não consegue concatenar suas idéias. E então... como se reorganizar? Como fazer para voltar ao seu centro e reencontrar o seu equilíbrio?

Estava eu aqui zanzando. Passei o dia carregando um enorme baú. Às vezes fica essa tristeza comigo. Essa solidão tão profunda que se houvesse um poço ali seria um bom lugar para contemplar o céu... já que do ponto de vista de quem está lá embaixo, o céu é bem pequeno e pouco estrelado tal qual o dia que se está tendo ou a perspectiva que se consegue visualizar nessa determinada situação.

Assim comecei do topo. Literalmente. Subi na cadeira e tirei tudo o que tinha na primeira prateleira. Basicamente porta-retratos, um rádio velho e sem uso, um castiçal com uma vela branca, um athame e um pequeno caldeirão. Ah, e claro... muito pó.

Depois das prateleiras, arrumar a escrivaninha, a cômoda, aquele movelzinho que fica ao lado do espelho e o guarda-roupas. Por fim, as gavetas sob a cama (um dia eu ainda mando fazer a gaveta que perdi na mudança, na minha triste volta prá casa).

Toda essa arrumação deve ser feita sem pressa. Preferencialmente com uma ótima trilha sonora. sugiro um mix de Ben Harper + Jack Jonhson... tranquilo, triste o suficiente e com uma boa mensagem... musiquinhas que fazem bem à alma.

Também é bom que se dê atenção as tarefas, e assim sendo, é uma ação solitária. Pode parecer uma incoerência... ficar sozinha para se sentir menos só. Mas hoje durante todo o dia eu estive cercada de pessoas. Colegas de trabalho, aqueles que foram procurar ajuda e orientação, vendedores e pessoas que simplesmente erraram a porta. Além, claro, das várias janelinhas de bate-papo pipocantes no meu computador. Só que ninguém preencheu esse vazio.

Lá no fundo eu queria um colo. E eu não estou me referindo a minha mãe, que viria de bom grado se eu pedisse. Também estou avessa aos amigos hoje. Na verdade, eu sei quem eu queria aqui prá me fazer companhia. Só que ele não existe. Ao menos não na minha vida.

Dizem que a sina daqueles nascidos sob a regência do signo de aquário é a solidão. Pois de acordo com o infeliz que escreveu os deveres e obrigações de cada casa do zodíaco, nós temos a liberdade como dádiva, para que possamos criar e levar a espécie humana à evolução. Não sei os demais aquarianos, mas eu odeio essa incumbência. E para meu grande azar, sou tal qual a descrição dada pelos astrólogos.

Quem sabe na próxima encarnação não tenho mais sorte e nasço sob o signo de câncer ou libra... sei lá. Qualquer um que não se isole do resto do mundo já estaria de bom tamanho.

Ou talvez isso não tenha nada a ver com o meu horóscopo. Talvez seja meu destino carregar esse baú as vezes. Mas isso já é filosofia de faxina.

Devagar as coisas vão voltando aos seus devidos lugares. Limpas e organizadas. Assim também os sentimentos que habitam dentro de mim. E com sorte, ao final de toda essa “crise de Maria” eu consiga me encontrar.

Guerra de Travesseiros

Sempre tive dificuldades de dormir acompanhada. Achei que tinha superado isso, mas a semana de ausência no namorido provou o contrário. 

No Brasil, dormia bem e acreditava que era devido ao fato de voltar pra casa, pro meu quarto, pra minha antiga vida, ainda que por pouco tempo, mas não. Aqui também dormi bem sozinha. Direto, sem acordar durante toda a noite.

Pergunto-me a razão disso...


***

Mas ontem acordei feliz. Havia alguém fungando no meu cangote de uma maneira tão fofa e tão humana que foi impossível controlar o sorriso.

Por mais que eu não goste de dividir a cama (principalmente porque o ser em questão além de quente - parece um forninho - ainda ocupa um espaço danado e não deixa eu esticar as pernas), mas nesse caso fui obrigada a abrir exceção.

Você resistiria?